sábado, 30 de outubro de 2010

Davi contra Golias

Amanhã decidiremos quem irá comandar nosso país por mais quatro anos.
Durante todo o período de campanha, acompanhamos uma queda no nível das propostas, conforme alegava a grande maioria da população.
Será que isso é culpa dos agentes políticos? Talvez não. Chega a níveis preocupantes a falta de interesse do povo brasileiro pela Política.
Some-se a isso uma nacionalização de práticas assistencialistas, capitaneadas pelo quase ex-Presidente Lula, que hipnotiza as camadas de baixa renda, impactando nas outras feito uma onda de choque.

Aliás, foi muito interessante analisar o comportamento dele, que mais parecia cabo eleitoral.
A chamada "máquina administrativa" foi mobilizada em torno de Dilma. Além disso, a popularidade de Lula foi usada e abusada em prol de interesses um tanto quanto impuros.

Infelizmente, faz parte do jogo.

Por outro lado Serra, cuja competência administrativa realmente é inquestionável, vem respirando apesar de todo o rolo-compressor (e de fitas, também).

As pesquisas eleitorais mostram uma diferença de cerca de 10 (dez) pontos percentuais. Este blog, na modesta opinião daquele que o escreve (sem metodologias ou entrevistas, mas no aspecto intuitivo), aponta para um empate técnico.

Golias pode escorregar. Afinal, quanto maior a altura, maior o tombo.

sábado, 23 de outubro de 2010

Faz Todo o Sentido

CARTA ABERTA DE FHC
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) divulgou carta aberta nesta sexta-feira (22) ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com o título "Sem medo do passado", ele classifica a estratégia do atual chefe do Palácio do Planalto como "petismo-lulista", na qual, segundo ele, Lula esquece dos avanços ocorridos anteriormente ao seu governo, que sustentaram o desenvolvimento que o País viveu nos últimos anos.

A carta lista programas e investimentos realizados na gestão FHC na presidência da República, como a criação do Plano Real e os benefícios que a privatização do sistema Telebrás trouxe para o povo brasileiro, entre outros, além de chamar de mentirosa a declaração petista de que o PSDB "não olhou para o social".

Leia a carta na íntegra abaixo:

"O presidente Lula passa por momentos de euforia que o levam a inventar inimigos e enunciar inverdades. Para ganhar sua guerra imaginária, distorce o ocorrido no governo do antecessor, autoglorifica-se na comparação e sugere que se a oposição ganhar será o caos. Por trás dessas bravatas está o personalismo e o fantasma da intolerância: só eu e os meus somos capazes de tanta glória. Houve quem dissesse "o Estado sou eu". Lula dirá, o Brasil sou eu! Ecos de um autoritarismo mais chegado à direita.

Lamento que Lula se deixe contaminar por impulsos tão toscos e perigosos. Ele possui méritos de sobra para defender a candidatura que queira. Deu passos adiante no que fora plantado por seus antecessores. Para que, então, baixar o nível da política à dissimulação e à mentira?

A estratégia do petismo-lulista é simples: desconstruir o inimigo principal, o PSDB e FHC (muita honra para um pobre marquês). Por que seríamos o inimigo principal? Porque podemos ganhar as eleições. Como desconstruir o inimigo? Negando o que de bom foi feito e apossando-se de tudo que dele herdaram como se deles sempre tivesse sido. Onde está a política mais consciente e benéfica para todos? No ralo.

Na campanha haverá um mote - o governo do PSDB foi "neoliberal" - e dois alvos principais: a privatização das estatais e a suposta inação na área social. Os dados dizem outra coisa. Mas os dados, ora os dados... O que conta é repetir a versão conveniente. Há três semanas, Lula disse que recebeu um governo estagnado, sem plano de desenvolvimento. Esqueceu-se da estabilidade da moeda, da lei de responsabilidade fiscal, da recuperação do BNDES, da modernização da Petrobras, que triplicou a produção depois do fim do monopólio e, premida pela competição e beneficiada pela flexibilidade, chegou à descoberta do pré-sal.

Esqueceu-se do fortalecimento do Banco do Brasil, capitalizado com mais de R$ 6 bilhões e, junto com a Caixa Econômica, libertados da politicagem e recuperados para a execução de políticas de Estado.

Esqueceu-se dos investimentos do programa Avança Brasil, que, com menos alarde e mais eficiência que o PAC, permitiu concluir um número maior de obras essenciais ao País. Esqueceu-se dos ganhos que a privatização do sistema Telebrás trouxe para o povo brasileiro, com a democratização do acesso à internet e aos celulares, do fato de que a Vale privatizada paga mais impostos ao governo do que este jamais recebeu em dividendos quando a empresa era estatal, de que a Embraer, hoje orgulho nacional, só pôde dar o salto que deu depois de privatizada, de que essas empresas continuam em mãos brasileiras, gerando empregos e desenvolvimento no país.

Esqueceu-se de que o país pagou um custo alto por anos de "bravata" do PT e dele próprio. Esqueceu-se de sua responsabilidade e de seu partido pelo temor que tomou conta dos mercados em 2002, quando fomos obrigados a pedir socorro ao FMI - com aval de Lula, diga-se - para que houvesse um colchão de reservas no início do governo seguinte. Esqueceu-se de que foi esse temor que atiçou a inflação e levou seu governo a elevar o superávit primário e os juros às nuvens em 2003, para comprar a confiança dos mercados, mesmo que à custa de tudo que haviam pregado, ele e seu partido, nos anos anteriores.

Os exemplos são inúmeros para desmontar o espantalho petista sobre o suposto "neoliberalismo" peessedebista. Alguns vêm do próprio campo petista. Vejam o que disse o atual presidente do partido, José Eduardo Dutra, ex-presidente da Petrobras, citado por Adriano Pires, no Brasil Econômico de 13/1/2010.

"Se eu voltar ao parlamento e tiver uma emenda propondo a situação anterior (monopólio), voto contra. Quando foi quebrado o monopólio, a Petrobras produzia 600 mil barris por dia e tinha 6 milhões de barris de reservas. Dez anos depois, produz 1,8 milhão por dia, tem reservas de 13 bilhões. Venceu a realidade, que muitas vezes é bem diferente da idealização que a gente faz dela". (José Eduardo Dutra)

O outro alvo da distorção petista refere-se à insensibilidade social de quem só se preocuparia com a economia. Os fatos são diferentes: com o Real, a população pobre diminuiu de 35% para 28% do total. A pobreza continuou caindo, com alguma oscilação, até atingir 18% em 2007, fruto do efeito acumulado de políticas sociais e econômicas, entre elas o aumento do salário mínimo. De 1995 a 2002, houve um aumento real de 47,4%; de 2003 a 2009, de 49,5%. O rendimento médio mensal dos trabalhadores, descontada a inflação, não cresceu espetacularmente no período, salvo entre 1993 e 1997, quando saltou de R$ 800 para aproximadamente R$ 1.200. Hoje se encontra abaixo do nível alcançado nos anos iniciais do Plano Real.

Por fim, os programas de transferência direta de renda (hoje Bolsa-Família), vendidos como uma exclusividade deste governo. Na verdade, eles começaram em um município (Campinas) e no Distrito Federal, estenderam-se para Estados (Goiás) e ganharam abrangência nacional em meu governo. O Bolsa-Escola atingiu cerca de 5 milhões de famílias, às quais o governo atual juntou outras 6 milhões, já com o nome de Bolsa-Família, englobando em uma só bolsa os programas anteriores.

É mentira, portanto, dizer que o PSDB "não olhou para o social". Não apenas olhou como fez e fez muito nessa área: o SUS saiu do papel à realidade; o programa da aids tornou-se referência mundial; viabilizamos os medicamentos genéricos, sem temor às multinacionais; as equipes de Saúde da Família, pouco mais de 300 em 1994, tornaram-se mais de 16 mil em 2002; o programa "Toda Criança na Escola" trouxe para o ensino fundamental quase 100% das crianças de sete a 14 anos. Foi também no governo do PSDB que se pôs em prática a política que assiste hoje a mais de 3 milhões de idosos e deficientes (em 1996, eram apenas 300 mil).

Eleições não se ganham com o retrovisor. O eleitor vota em quem confia e lhe abre um horizonte de esperanças. Mas se o lulismo quiser comparar, sem mentir e sem descontextualizar, a briga é boa. Nada a temer.

Fernando Henrique Cardoso"

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Será?

Liderado pelo ex-governador e deputado federal mais votado do Rio no dia 3, Anthony Garotinho, o PR no Estado pode aderir à campanha do tucano José Serra. A decisão será anunciada hoje após reunião da legenda. Ele disse que não aceita mais ser um aliado "clandestino" de Dilma Rousseff (PT). Nacionalmente, o PR integra a coligação da petista.


Tenho cá, minhas duvidas...

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Levanta-te e Anda!

Em sua mais contundente incursão na campanha tucana até agora, que incluiu a defesa de seu legado à frente do Palácio do Planalto, o ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, desafiou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para um debate "cara a cara" após o fim das eleições.
Diante de centenas de militantes do PSDB, em um hotel na zona norte da capital paulista, FHC pediu a Lula que, quando "perder o monopólio da verdade", vá ao instituto que leva seu nome, em São Paulo, para debater. "Presidente Lula, quando acabar as eleições, quando você puser o pijama, será bem recebido. Venha ao meu instituto, vamos conversar, cara a cara", bradou, em discurso inflamado.

Até que enfim, O ex-presidente FHC se manifestou.
Embora a maioria o rotule de neoliberal (o que tecnicamente não é verdade), o governo FHC foi responsável pelo Plano Real e, portanto, pela Estabilização Econômica Brasileira.
Foi neste momento que se criaram as bases ecômicas para melhores dias brasileiros.

E quem se deu bem? Lula.
Com tais bases e com a economia do período surfando em céu de brigadeiro posso ousar, afirmando que até a Mulher Melancia seria uma boa presidenta!!!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Uma Lição Patriótica


O drama dos mineiros chilenos, presos 700m abaixo do nível do mar, foi acamponhado por todo o mundo. Vários repórteres de diversos países cobriram o evento, em tempo real.
Um "Big Brother" muito mais qualificado, onde os sentimentos de fraternidade e solidariedade falaram mais alto.
Um governo que, em momento algum, prometeu soluções mirabolantes. Realistas e cautelosos, os estudiosos ressaltaram a dificuldade do resgate, sem discursos demagógicos. Deram prazos longos. Cumpriram bem antes do tempo.
A frustração de uma demasiada espera deu lugar para a esperança. Com isso, estimulou-se a motivação.
Houve a união de todo um país em torno de uma causa: reintegrar os mineiros à sua família. Não só resgatá-los como também reapresentar-lhes a cidadania chilena.
De volta ao seio da pátria.
Isso era muito bem percebido pelas cores da bandeira chilena espalhadas pelo cenário redentor. Seja em capacetes, tubos e uniformes.
Estava na camisa de cada mineiro a  bandeira do Chile. Até mesmo um deles, que era boliviano, sentiu-se ali contemplado (em que se pese o atraso do Sr. Evo Morales).
Todos eram cumprimentados e beijados pelo Presidente do Chile, Sebastián Piñera.
A todo momento, entoava-se o hino chileno.

Seria, então, uma estratégia política escamoteada?
Talvez.
Mas, com toda certeza consagra-se como uma Lição Patriótica para o Brasil e para o Mundo. 

terça-feira, 12 de outubro de 2010

A Subida dos Mineiros


Várias análises relacionadas:

*Os 33 mineiros há dois meses aguardando resgate, no Chile, finalmente verão (de óculos escuros) a luz do Sol;

*O time do Cruzeiro sobe na tabela do Campeonato Brasileiro de Futebol e já é lider;

*Aécio Neves engaja-se fortemente na campanha presidencial de José Serra;

* A IMBRA (empresa de tratamentos odontológicos) Imbra entrou no dia 06.10.10 com pedido de autofalência na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais. Com isso a apelidada Clínica dos Mineiros (uma rede de consultórios odontológicos - com procedimentos a preços populares - espalhados pelo Brasil) fará a festa.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Debate ou Programa do Ratinho???

O debate de ontem na Band, entre os presidenciáveis Serra e Dilma, estava mais para Programa do Ratinho que discussão de propostas.
Impressionou-me ver e ouvir a ex-ministra partindo para o "tudo ou nada" a 20 dias do pleito.
O tucano, por sua vez, parecia que estava se deixando apanhar (talvez para "cansar" a adversária, tal qual a estatégia de Rock Balboa) ou pior: nem sabia que estava apanhando...

Como consequência, as propostas de Serra apareceram muito mais que as da petista.

domingo, 10 de outubro de 2010

De volta!!!

Após merecidas férias, retornei a escrever neste blog.
Conheci outros lugares deste grande pequeno mundo. Percebi que, infelizmente, o Brasil encontra-se algumas décadas (senão centenas de anos) atrasado em relação, notadamente, aos países europeus...
Mas, voltemos à realidade. Estamos diante de alguns políticos eleitos e outros aguardando a posição do STF, para limpar-lhes ou não suas respectivas fichas.
Também estamos na expectativa de um segundo turno, ora equilibrado, entre os presidenciáveis.
Neste domingo, ocorrerá o debate entre Dilma e Serra na Band.
Desta vez, sem a intervenção de jornalistas. Será um ringue. Torçamos para propostas entremeadas com marcação honesta e veemente de posicionamento político.

Com certeza, prevalecerá aquele com maior conteúdo e experiência.