segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

A Crise dos Trinta Anos

O mundo árabe, num efeito dominó, clama por democracia.
Países tais quais Iêmen, Tunísia e Egito já não suportam mais a média de trinta (30) anos de ditadura.

Com as desigualdades sociais, inflação e corrupção (resultado de anos de ambição, tirania e retração econômica) em seu ápice, o povo demostra sua força.

Apesar de sua situação econômica-social-democrática estar em crise, o povo árabe (sem temer represálias dos exércitos) avançam em sua luta.

No Brasil...
Bem, no Brasil temos muito, mas muito o que aprender com estas e outras nações.  
  

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

O Tribunal de Contas do Estado... Quem é?

O Ministério Público estadual entrou com oito ações na Justiça por improbidade administrativa em nome de três conselheiros do Tribunal de Contas do Estado.
Segundo o processo, José Gomes Graciosa, Aluisio Gama e Julio Rabello são acusados de burlar a contratação de funcionários para trabalharem em seus gabinetes. Porém, o presidente do TCE, conselheiro Jonas Lopes, também pode acabar como réu, visto que a Procuradoria-Geral já tem documentos que provam a participação dele no esquema ilegal.
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O problema é que a grande maioria tem medo do TCE.

Nunca se viu alguem "peitar" suas travessuras, além do fato de muitas pessoas desconhecerem tal instituição.
Seria necessário uma grande emissora patrocinar este intento.
O que me parece algo bem difícil.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Nossos Governadores

Os Estados brasileiros gastam ao menos R$ 30,5 milhões por ano com aposentadorias e pensões para ex-governadores ou suas viúvas. Com esse valor seria possível erguer 800 casas populares.
Apesar de a Constituição Federal de 1988 ter eliminado as pensões para ex-presidentes, os benefícios continuam sendo pagos a ex-governadores de ao menos dez Estados (AM, MA, MG, PA, PB, PR, RO, RS, SE e SC).
Em outros oito, apesar de a aposentadoria ter sido extinta, quem obteve o benefício anteriormente segue recebendo. Ao todo, o pagamento beneficia 127 pessoas, entre ex-mandatários e viúvas.
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB), que governou o Maranhão até 1971, é um dos que recebe o benefício. A assessoria dele não confirmou o valor recebido.
A legislação do Maranhão, segundo a OAB do Estado, prevê aposentadoria de R$ 24 mil a quem ocupou o cargo por, no mínimo, seis meses.
A governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), que já governou o Estado outras três vezes, optou pela aposentadoria e abriu mão do salário atual.
No Paraná, nove ex-governadores recebem R$ 24,8 mil, o que é previsto na Constituição do Estado. O pagamento inclui o 13º salário.
No ano passado, os ex-governadores Roberto Requião (PMDB) e Alvaro Dias (PSDB) começaram a receber o benefício. Dias pediu ainda um pagamento retroativo de R$ 1,6 milhão referente aos cinco anos em que não recebeu.
Na Paraíba, o ex-governador Ronaldo Cunha Lima é um dos beneficiados. Em 1993 ele atirou contra o ex-governador Tarcísio Buriti.
Buriti sobreviveu, mas morreu há sete anos, vítima de problemas cardíacos. A mulher dele recebe a pensão.
Outra viúva beneficiada é a de Leonel Brizola, ex-governador do RJ e RS, morto em 2004. Marília Guilhermina Martins Pinheiro acumula pensão dos dois Estados. No total, recebe R$ 41 mil.
A OAB nacional diz que irá questionar a constitucionalidade do benefício no STF.
A reportagem questionou todos os Estados. Mas não obteve respostas até a noite de ontem de dois deles (AC e MS). Outros cinco (AL, MG, MA, PA e RO) não disseram quem são os beneficiados.

CINCO AÇÕES
A concessão de aposentadorias vitalícias a ex-governadores já foi alvo de cinco ações de inconstitucionalidade no STF (Supremo Tribunal Federal).
A corte só extinguiu a pensão do ex-governador de Mato Grosso do Sul Zeca do PT, em 2007. O tema deve voltar ao plenário.
Ministros ouvidos pela Folha esperavam que, com o julgamento do petista, as Assembleias fossem rever os pagamentos, o que não ocorreu.
Avaliam também que serão necessárias análises de mais ações para que seja editada súmula vinculante, estendendo a derrubada das aposentadorias para todos os Estados.
Está com o ministro Dias Toffoli ação da Procuradoria-Geral da República que questiona a aposentadoria de ex-governadores do Maranhão.




quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

As autoridades estão nuas e sem palavras

Extraído do blog do Prof Célio LupparelliAs imagens da televisão e as fotos dos jornais colocaram nossas autoridades públicas nuas e sem o que falar.As expressões de dor,de sofrimento , de desespero e desalento das famílias das cidades e dos bairros da Região Serrana do Rio de Janeiro contrastam com a desfaçatez ,com o cinismo e com o descaramento dos que deveriam prevenir, se não as chuvas,é claro,mas as consequências previsíveis e amplamente estudadas pelos setores científicos que alertaram para a possibilidade da ocorrência da catástrofe.
Só quem perde um ente querido pode avaliar a verdadeira dimensão do estado daqueles que moram nas cidades destruidas pelas chuvas.São cenas chocantes e estarrecedoras.A solidariedade da população atendendo aos flagelados e desassistidos é de comover.Mas não é novidade.Nosso Povo,sempre que convocado se mostra muito receptivo às causas como esta.Vale,entretanto,um questionamento: por que as autoridades não cuidam de prevenir esses acidentes climáticos previsíveis e amplamente conhecidos?

Especialistas internacionais em desastres naturais disseram,nesta semana,que "há falta de vontade política e de priorização da pauta na gestão das inudações"por parte das autoridades públicas do Brasil. Na Austrália,a despeito de as chuvas terem sido muito mais intensas que no Rio de Janeiro,o número de mortos foi em torno de 30,enquanto aqui,se não sonegarem as informações policitamente,teremos mais de 1000 mortos.Pelo Mundo afora,há uma perplexidade.Dizem os jornais e as revistas da Europa,da América e de outros cantos:"Em um país como o Brasil,que não é pobre,onde as competências tecnológicas e os recursos não são um problema,um grande número de pessoas morrendo em inundações não é bom sinal".

Em 1966,o então Governador Negrão de Lima cancelou o feriado do dia 20 de Janeiro(São Sebastião) e os formadores de opinião em geral atribuiram o desastre das chuvas torrenciais daquele dia a um possível castigo do Santo ao Governador.Essa transferência de responsabilidade perdura até os dias de hoje,embora os vilões sejam outros: a Natureza, os pobres que moram nas encostas , "El nino" e outros.De 1966 até hoje,quantos sinistros desse tipo ocorreram? Qual foi a providência em termos preventivos e educacionais?
Por que nada é feito neste setor? Seria burrice? Não !...Seria incompetência? Não!...Parece que essas catástrofes interessam a um grupo.Assim como ocorre em lugares onde há seca, há guerras, há tráfico de drogas e há tráfico de armas aumentando as contas bancárias de muita gente,a desgraça de muitos faz o enriquecimento de um grupo seleto.Na hora do sinistro,como estamos vendo, aparecem autoridades sobrevoando as áreas de helicóptero; alguns sapateiam na lama; outros anunciam projetos mirabolantes; a mídia aumenta a sua audiência e por aí vai...As reconstruções ficam mais caras que as prevenções,mas...

Saída esperta: decreta-se estado de calamidade(o que é inevitável) ; verbas para obras emergenciais surgem (por que não as usaram nas prevenções?); obras sem licitação ocorrem; não há,pois,fiscalização dos recursos disponibilizados e empregados ;os empreiteiros e muitos dos que liberam as verbas esfregam suas mãos em ato de regozijo e de felicidade: alguns ficaram mais ricos e outros terão verbas para campanhas eleitorais liberadas pelos empreiteros favorevidos.E o Povo?..Ah !... esse espera outras enchentes e novas campanhas de solidariedade. Em matéria de espírito humanitário e de solidariedade nós somos muito bons.E,infelizmente, é só ! Aí vem a pergunta que não quer calar:até quando?..

Célio Lupparelli

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Então, Qual a Serventia dos Tribunais de Contas?

Extraído do Diário Catarinense

FISCAIS QUE NÃO FISCALIZAM

Dorme na gaveta do procurador-geral da República desde abril do ano passado uma representação feita pela Associação Nacional do Ministério Público de Contas (Ampcon) pedindo o fim das nomeações políticas para os cargos de conselheiros dos tribunais de contas estaduais. Na ocasião, representantes da entidade e da Ordem dos Advogados do Brasil mapearam as indicações fisiológicas e comprovaram o aparelhamento político das cortes fiscalizadoras por partidos e governadores.
Tocaram, assim, na maior deformação dos organismos criados para auxiliar no controle da administração pública, que é o comprometimento de seus integrantes com causas partidárias ou com o governante que os nomeia. Infelizmente, esta mesma mazela se reproduz em outros órgãos fiscalizadores, notadamente nas agências reguladoras de serviços públicos concedidos, cujos conselheiros são igualmente nomeados pelos governantes.
No caso dos TCs, que são regulados por dispositivos constitucionais, a questão central é exatamente o descumprimento dos requisitos exigidos para as nomeações. De acordo com o artigo 73 da Constituição Federal, ministros do Tribunal de Contas da União e conselheiros dos tribunais estaduais devem ter idoneidade moral e reputação ilibada comprovadas, além de notórios conhecimentos jurídicos, contábeis, econômicos e financeiros ou de administração pública.
Na prática, esses critérios são desconsiderados. Os indicados por acordos políticos e interesses partidários submetem-se a uma sabatina de faz de conta nos parlamentos, invariavelmente protagonizada por ex-companheiros de casa. Contam-se nos dedos, se existirem, os casos de rejeição de pretendentes ao cargo.
No abrigo da incúria de quem deveria exigir conhecimento técnico dos futuros fiscais, já ingressaram nas cortes de conta irmãos, filhos e esposas de governadores. Que isenção têm essas pessoas para examinar e julgar a administração do padrinho? Também pelos parlamentares têm passado, com indesejável frequência, candidatos indiciados em investigações criminais.
Em abril do ano passado, quando a Ampcon recorreu ao procurador-geral da República, tramitavam no Superior Tribunal de Justiça 54 inquéritos e ações contra 32 conselheiros de tribunais de contas de 17 Estados. E a idoneidade moral? E a reputação ilibada?
O apadrinhamento político, infelizmente, também compromete a eficiência das agências reguladoras, criadas para fiscalizar as concessionárias de serviços públicos privatizados. Estes organismos têm como atribuição prioritária a defesa dos interesses dos cidadãos. Conceitualmente, são autarquias especiais independentes do Poder Executivo. Mas, em muitos casos, estão transformadas em cabides de emprego para apaniguados, que recebem verdadeiras sinecuras como recompensa por serviços prestados aos governantes que os nomearam. Que autonomia pode ter um órgão de controle integrado por fiscais subservientes?
Evidentemente, tanto nas cortes de conta quanto nas agências reguladoras existem conselheiros íntegros e conscientes de suas obrigações. Porém, também estes acabam tendo suas ações prejudicadas pelo voto de colegas comprometidos com interesses políticos. Diante desta situação, é impositivo que a Procuradoria-Geral da República dê andamento à representação do MP e que o Poder Legislativo inclua a revisão do processo de nomeações em sua pauta, para que a Constituição seja efetivamente observada.

DIÁRIO CATARINENSE

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

A Câmara dos Deputados e seus 39 ladrões

São 39 membros da turma dos cara-de-pau na Câmara dos Deputados: os distintos suplentes que assumiram vagas em substituição a deputados que se tornaram secretários e ministros em 1º de janeiro, em pleno recesso parlamentar. Os "deputados de verão", como chamou o site Congresso em foco, responsável pelo levantamento, vão consumir a bagatela de R$ 643 mil para fazer... nada.
Os nobres senhores terão direito a um salário de R$ 16,5 mil, verba de R$ 60 mil para gastar com até 25 funcionários, uma cota de R$ 23 mil a R$ 34 mil para cobrir despesas com passagens aéreas, alimentação, combustíveis, telefone, entre outras coisas. Além do auxílio-moradia de R$ 3 mil, plano de saúde, passaporte diplomático e carteira de deputado.
Tudo isso, até a posse do novo Congresso, em 2 de fevereiro. Até lá, não haverá sessão deliberativa na Casa.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Os Faltosos do Congresso Nacional

Levantamento feito pela ONG Transparência Brasil, com base em dados da Câmara, revela que seis parlamentares não compareceram a mais de 40% das sessões. O estudo traz a porcentagem de faltas de cada deputado até o dia 16 de dezembro. Mesmo as faltas justificadas contam no levantamento como ausência.

O campeão de faltas foi Zé Vieira (PR-MA), que deixou de comparecer a 59% das 302 sessões plenárias. O título de vice-campeão ficou com Nice Lobão (DEM-MA), que se ausentou em 58% das 652 sessões a que deveria comparecer. O número de sessões diverge porque alguns parlamentares eram suplentes e assumiram a vaga já no meio do mandato.
Vadão Gomes (PP-SP) faltou a nada menos que 45% das 652 sessões plenárias de que deveria ter participado. A quarta colocação ficam com o ex-governador e ex-ministro Ciro Gomes (PSB-CE), com 44% de faltas em 635 sessões. Também ex-ministro, Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) ocupa a quinta colocação entre os mais ausentes no plenário: são 43% de faltas em 115 sessões.
Marina Maggessi (PPS-RJ) não compareceu a 42% das 652 sessões plenárias e, com isso, ocupa a sexta colocação. O bispo Gê Tenuta (DEM-SP) fica logo atrás, com 39% de faltas em 408 sessões.
Arolde de Oliveira (DEM-RJ) teve a mesma porcentagem de faltas que o bispo Gê Tenuta, mas tinha que participar de menos sessões: 346 no total. Cláudio Dias (PSDB-RS) e Miguel Martini (PHS-MG) tiveram, respectivamente, 39% e 38% de faltas em 652 sessões plenárias.

Cadê o ponto eletrônico?

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Enquanto Isso...

Enquanto isso, no Sul do agora Sudão do Sul, já há cerca de 40 pessoas mortas num "processo de paz" (???).

Conforme cantaria nosso ex-Ministro gilberto Gil: "Só a guerra faz nosso amor em paz..."

 Paralelamente, e num tom mais otimista, o ex-presidente norte-americano Jimmy Carter disse à CNN nesta segunda que o presidente do Sudão, Omar Hassan al Bashir, se comprometeu a assumir todas as dívidas do país caso o sul se torne independente.

Será?
Está mais para aquela sujeira que se varre para debaixo do tapete...

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Touché !!!

Após um looooongo período de descanso, eis-me de volta.
Muita coisa aconteceu neste período.

Gosrtaria, contudo, de falar de: promessas de campanha.
Nossa Comandante Dilma, prometera que em momento algum iria se valer do instituto da privatização (que eu, desde que feito com transparência e planejamento, sou a favor).

A-ha!
Mas, já anunciou (em poucos dias de janeiro) que abrirá o capital da Infraero: ou seja, PRIVATIZARÁ!!!

Touché!!!