terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Collor e o Impeachment
O ex-presidente Fernando Collor de Mello negociou sua renúncia antes de ser deposto por impeachment, em 1992. A revelação é feita agora, 17 anos depois, pelo deputado federal Mauro Benevides (PMDB-CE). Presidente do Senado à época, o parlamentar lembra com detalhes a reunião que teve no dia 27 de dezembro daquele ano, antevéspera do impedimento de Collor, quando foi procurado pelo ex-ministro da Justiça Célio Borja, do chamado Ministério Ético de Collor. Borja fora enviado para acertar a renúncia de Collor à Presidência da República e evitar a perda de seus direitos políticos. À mesa, também estava o presidente do Supremo Tribunal Federal, Sydney Sanches. Segundo Benevides, o assunto da conversa, dois dias antes da votação do impeachment, os surpreendeu. Afinal, Collor jamais admitira renunciar à presidência. A revelação consta da biografia que o deputado escreve sobre sua trajetória política. - Estávamos prontos para votar o impeachment quando o ministro Célio Borja nos procurou. Quando ele disse que o presidente Collor queria renunciar, nós concordamos. Não havia mais riscos para o vice-presidente Itamar Franco não assumir o cargo e aceitamos o trato - conta Benevides. Presidente da Câmara à época, o deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) confirma a negociação. - É verdade. Há muito pouco de bastidor a ser contado sobre aqueles dias simplesmente porque praticamente não havia bastidores. Havia o desejo de se cassar o mandato do Collor por sua arrogância e pelas denúncias que surgiram ao longo do processo. Ele teve uma inabilidade política poucas vezes vista na História, sendo cassado mesmo tendo tido a maioria parlamentar - diz Ibsen. No dia 29 de setembro, o deputado comandou a sessão que aprovaria a abertura do processo de cassação, com 441 votos a favor, 38 contrários e 23 abstenções. Entretanto, faltou combinar com os 81 senadores o acordo que se fez no dia 27 de dezembro. - Virei-me para o Sydney Sanches e concluímos que aquilo resolvia tudo. Era aceitar a renúncia e encerrar a história - lembra Mauro Benevides. Dois dias depois, no dia da votação do impeachment, Fernando Collor apresentou sua carta de renúncia, pronto para escapar de perder seus direitos políticos por oito anos, conforme havia negociado. Era o último tiro do homem que prometera acabar com a inflação com um único disparo. "Levo ao conhecimento de Vossa Excelência que, nesta data, e por este instrumento, renuncio ao mandato de presidente da República, para o qual fui eleito nos pleitos de 15 de novembro e 17 de dezembro de 1989", escreveu ele na carta. Mas ao contrário do que acontecera com Jânio Quadros em 1961, o Senado não a aceitou. - A renúncia estava aceita, mas acho que os ânimos estavam tão exaltados que não houve como evitar a sessão. Todos queriam votar - diz Benevides. A sessão de votação foi comandada por Sanches e terminou com 76 votos a favor e cinco contra o impeachment. Oito anos depois, em 2000, Collor candidatou-se a prefeito de São Paulo, mas foi impedido de concorrer pela Justiça Eleitoral. Em 2004, tentou o governo de Alagoas e perdeu. Eleito senador em 2006, com apenas 30 dias de campanha, prepara agora uma nova candidatura a governador. Perguntado sobre o risco de o país ter um novo Collor na presidência, Ibsen responde sem dúvidas. - Esse risco sempre há. Ele acabou de voltar, não? Procurado, o senador Fernando Collor não quis falar sobre o processo de impeachment. Sydney Sanches e Célio Borja não foram localizados.
sábado, 26 de dezembro de 2009
A Popularidade de Sérgio Cabral
Datafolha: Aécio lidera ranking de governadores. Arruda fica em 9º lugar
RIO - Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira pelo jornal "Folha de S.Paulo" mostra o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), na liderança de um ranking de dez governadores avaliados pelo instituto. Aécio obteve nota média de 7,5 numa escala de 0 a 10.
O levantamento também revelou que entre os mineiros entrevistados, 73% consideram o governo de Aécio ótimo ou bom, 19% regular e 6% péssimo ou ruim. O governador também aparecia em primeiro lugar no último ranking em março deste ano com 75% de aprovação e nota média de 7,6.
Já o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), provável candidato tucano à Presidência após a desistência de Aécio , subiu da quinta para a quarta posição. A nota média foi de 6,6 pontos. A avaliação do governo ficou em 55% para ótima ou boa, 32% para regular, e 11% para ruim ou péssima.
O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM), acusado de comandar um esquema de corrupção , ficou na nona posição, seguido apenas da governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), também alvo denúncias de irregularidades em sua gestão . Arruda obteve 4,8 pontos, e a avaliação positiva de seu governo ficou em 40%. Yeda ficou com 3,9 pontos, e apenas 12% consideraram sua gestão ótima ou boa.
Ainda foram avaliados os governadores de Pernambuco, Eduardo Campos (2º lugar), do Ceará, Cid Gomes (3º lugar), de Santa Catarina, Luiz Henrique (5º lugar), do Paraná, Roberto Requião (7º lugar), da Bahia, Jaques Wagner (6º lugar), e do Rio, Sérgio Cabral (8º lugar).
A pesquisa foi realizada entre os dias 14 e 18 de dezembro
Vejam que, excluindo-se os governadores "sem-escândalos", Sérgio Cabral é o último colocado. Por que será?
RIO - Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira pelo jornal "Folha de S.Paulo" mostra o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), na liderança de um ranking de dez governadores avaliados pelo instituto. Aécio obteve nota média de 7,5 numa escala de 0 a 10.
O levantamento também revelou que entre os mineiros entrevistados, 73% consideram o governo de Aécio ótimo ou bom, 19% regular e 6% péssimo ou ruim. O governador também aparecia em primeiro lugar no último ranking em março deste ano com 75% de aprovação e nota média de 7,6.
Já o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), provável candidato tucano à Presidência após a desistência de Aécio , subiu da quinta para a quarta posição. A nota média foi de 6,6 pontos. A avaliação do governo ficou em 55% para ótima ou boa, 32% para regular, e 11% para ruim ou péssima.
O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM), acusado de comandar um esquema de corrupção , ficou na nona posição, seguido apenas da governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), também alvo denúncias de irregularidades em sua gestão . Arruda obteve 4,8 pontos, e a avaliação positiva de seu governo ficou em 40%. Yeda ficou com 3,9 pontos, e apenas 12% consideraram sua gestão ótima ou boa.
Ainda foram avaliados os governadores de Pernambuco, Eduardo Campos (2º lugar), do Ceará, Cid Gomes (3º lugar), de Santa Catarina, Luiz Henrique (5º lugar), do Paraná, Roberto Requião (7º lugar), da Bahia, Jaques Wagner (6º lugar), e do Rio, Sérgio Cabral (8º lugar).
A pesquisa foi realizada entre os dias 14 e 18 de dezembro
Vejam que, excluindo-se os governadores "sem-escândalos", Sérgio Cabral é o último colocado. Por que será?
domingo, 20 de dezembro de 2009
Marina Silva e a COP-15
Marina disse que a escolha de Dilma como chefe da delegação brasileira foi "legítima", mas completou: "Agora, o processo negocial não poderia ficar submetido a uma lógica política da conjuntura do nosso país, porque o que estava em jogo era muito maior".Para a senadora e pré-candidata do PV, os ministros Celso Amorim (Relações Exteriores) e Carlos Minc (Meio Ambiente) "eram aqueles que poderiam entrar no mérito da negociação para que a gente pudesse de fato fazer a diferença".
Hoje, a ex-Ministra ganhou meu voto.
Hoje, a ex-Ministra ganhou meu voto.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Servidora do Gabinete da Senadora Serys Mora nos EUA
SERVIDORA DO SENADO MORA NOS EUA
ISTO É O BRASIL!!
O PT está se superando. Será que não tem nenhum deles "mais ou menos honesto"? O gabinete da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) abriga uma funcionária que mora há quase dois anos a muitas milhas de distância do Brasil - mais precisamente em Bethesda, cidade satélite de Washington.Solange Amorelli (na foto acima) foi admitida como servidora do Senado em 1988. Casou-se mais tarde com um diretor do Banco Mundial e se mudou para os Estados Unidos.Ganha salário em torno de R $ 12 mil. Ela continuou a recebê-lo mesmo sem comparecer ao seu local de trabalho - fora o pagamento de horas extras a que têm direito os demais servidores do gabinete.Ela não foi autorizada pelo Senado a morar no exterior. Quando senadores visitam Washington, ela costuma ciceroneá-los a pedido de Serys.A cada três ou quatro meses, Solange visita o Brasil e passa alguns dias em Brasília. Adaptou-se bem à vida em Bethesda. Em 11 de novembro do ano passado, foi apresentada como uma das novas integrantes do The GFWC Maryland Federation of Women's Clubs, Inc.Vez por outra participa de eventos promovidos na cidade por uma entidade que presta assistência a latinos que moram em Washington. E já foi entrevistada pelo jornal da escola onde seu filho estuda.Li, ontem, uma entrevista da senadora Serys no site Olhar Direto, do Mato Grosso. A propósito dos escândalos que abalam o Senado, disse Serys a certa altura:- Defendo transparência em todos os atos internos, porque só assim poderemos dar uma resposta à sociedade. E temos que apurar tudo também e revelar o que foi investigado.À noite, conversei com ela por telefone a respeito da situação de Solange.A senhora tem uma funcionária que mora há quase dois anos nos Estados Unidos...- Ela não mora propriamente lá, e está sempre por aqui prestando serviços.Como não mora? Ela é casada com um diretor do Banco Mundial, tem casa numa cidade satélite de Washington e filho matriculado em escola de lá. E, no entanto, continua recebendo salário do Senado e tem direito até a horas extras.No momento ela está de licença.Não está mais, senadora. Ela entrou de licença de 60 dias em 16 de março último. O prazo da licença venceu e não foi renovado.Pois é, mas ela chegará ao Brasil na próxima segunda-feira e entrará com um pedido de férias.Sim, e daí?Você sabe que eu sou muito atenta a essas coisas...É, eu sei.Depois de falar comigo, a senadora apressou-se em telefonar para um repórter do site Olhar Direto, interessada em vazar a seu modo a história de Solange.Sob o título Servidora é acusada de morar nos EUA e receber salário, o site publicou às 21h15 notícia atualizada às 23h que começava assim:"A servidora pública federal, Solange Amaroli, que estaria lotada no gabinete da senadora Serys Slhessarenko (PT), é acusada de morar em uma cidade dos Estados Unidos e receber remunerações do Senado, conforme informações daquela Casa de Leis ao site Olhar Direto.Solange Amaroli, de acordo com as mesmas fontes, pode ser uma das servidoras contratadas através do esquema dos ex-diretores do Senado, que funcionava para contratar parentes, amigos e cabos eleitorais."A notícia terminava assim:"Provocada pela reportagem do site Olhar Direto, a parlamentar petista confirmou que Solange é, de fato, servidora de seu gabinete. Contudo, rechaçou a hipótese de a funcionaria ter sido nomeada por atos secretos da Mesa diretora do Senado, nos últimos 10 anos. "As minhas contratações não são atos secretos. Esta servidora realmente trabalha e muito para mim. Pelo o que eu sei, ela estava de licença em Washington e chegou segunda-feira. Depois, entrou com requerimento de férias. É isso o que eu sei", declarou a senadora.
CARA DE PAU!!! Em outros países por muito menos a punição é muito, mas, muito severa mesmo!!!Só a conscientização e reação do povo brasileiro poderá acabar com essa pouca vergonha desses negócios sujos praticados por políticos da pior espécie.
ATENÇÃO: Reação não é fazer caminhada pela Paz, com todos os bobões vestidos de branco, levando flores.
ISTO É O BRASIL!!
O PT está se superando. Será que não tem nenhum deles "mais ou menos honesto"? O gabinete da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) abriga uma funcionária que mora há quase dois anos a muitas milhas de distância do Brasil - mais precisamente em Bethesda, cidade satélite de Washington.Solange Amorelli (na foto acima) foi admitida como servidora do Senado em 1988. Casou-se mais tarde com um diretor do Banco Mundial e se mudou para os Estados Unidos.Ganha salário em torno de R $ 12 mil. Ela continuou a recebê-lo mesmo sem comparecer ao seu local de trabalho - fora o pagamento de horas extras a que têm direito os demais servidores do gabinete.Ela não foi autorizada pelo Senado a morar no exterior. Quando senadores visitam Washington, ela costuma ciceroneá-los a pedido de Serys.A cada três ou quatro meses, Solange visita o Brasil e passa alguns dias em Brasília. Adaptou-se bem à vida em Bethesda. Em 11 de novembro do ano passado, foi apresentada como uma das novas integrantes do The GFWC Maryland Federation of Women's Clubs, Inc.Vez por outra participa de eventos promovidos na cidade por uma entidade que presta assistência a latinos que moram em Washington. E já foi entrevistada pelo jornal da escola onde seu filho estuda.Li, ontem, uma entrevista da senadora Serys no site Olhar Direto, do Mato Grosso. A propósito dos escândalos que abalam o Senado, disse Serys a certa altura:- Defendo transparência em todos os atos internos, porque só assim poderemos dar uma resposta à sociedade. E temos que apurar tudo também e revelar o que foi investigado.À noite, conversei com ela por telefone a respeito da situação de Solange.A senhora tem uma funcionária que mora há quase dois anos nos Estados Unidos...- Ela não mora propriamente lá, e está sempre por aqui prestando serviços.Como não mora? Ela é casada com um diretor do Banco Mundial, tem casa numa cidade satélite de Washington e filho matriculado em escola de lá. E, no entanto, continua recebendo salário do Senado e tem direito até a horas extras.No momento ela está de licença.Não está mais, senadora. Ela entrou de licença de 60 dias em 16 de março último. O prazo da licença venceu e não foi renovado.Pois é, mas ela chegará ao Brasil na próxima segunda-feira e entrará com um pedido de férias.Sim, e daí?Você sabe que eu sou muito atenta a essas coisas...É, eu sei.Depois de falar comigo, a senadora apressou-se em telefonar para um repórter do site Olhar Direto, interessada em vazar a seu modo a história de Solange.Sob o título Servidora é acusada de morar nos EUA e receber salário, o site publicou às 21h15 notícia atualizada às 23h que começava assim:"A servidora pública federal, Solange Amaroli, que estaria lotada no gabinete da senadora Serys Slhessarenko (PT), é acusada de morar em uma cidade dos Estados Unidos e receber remunerações do Senado, conforme informações daquela Casa de Leis ao site Olhar Direto.Solange Amaroli, de acordo com as mesmas fontes, pode ser uma das servidoras contratadas através do esquema dos ex-diretores do Senado, que funcionava para contratar parentes, amigos e cabos eleitorais."A notícia terminava assim:"Provocada pela reportagem do site Olhar Direto, a parlamentar petista confirmou que Solange é, de fato, servidora de seu gabinete. Contudo, rechaçou a hipótese de a funcionaria ter sido nomeada por atos secretos da Mesa diretora do Senado, nos últimos 10 anos. "As minhas contratações não são atos secretos. Esta servidora realmente trabalha e muito para mim. Pelo o que eu sei, ela estava de licença em Washington e chegou segunda-feira. Depois, entrou com requerimento de férias. É isso o que eu sei", declarou a senadora.
CARA DE PAU!!! Em outros países por muito menos a punição é muito, mas, muito severa mesmo!!!Só a conscientização e reação do povo brasileiro poderá acabar com essa pouca vergonha desses negócios sujos praticados por políticos da pior espécie.
ATENÇÃO: Reação não é fazer caminhada pela Paz, com todos os bobões vestidos de branco, levando flores.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Com Rosinha, Também Rolou Mensalão !!!
Foi em 2006. Eram 100 mil por mês, via DETRAN.
A seguir, cenas do próximo capítulo...
A seguir, cenas do próximo capítulo...
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Que Tal Importarmos Esta Tecnologia?
MILÃO - O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, de 73 anos, permanecerá internado no hospital San Raffaele, em Milão, até a terça-feira. Ele está internado desde a noite de domingo, 13, quando foi agredido com um golpe no rosto em um comício, ontem, na Itália.
Podemos começar na seguinte ordem: Sarney, Arruda, Heráclito, José Dirceu, Roberto Jefferson, Fernando Collor...
Assistam às imagens em:
http://www.youtube.com/watch?v=d5k1Z71CX-o
Podemos começar na seguinte ordem: Sarney, Arruda, Heráclito, José Dirceu, Roberto Jefferson, Fernando Collor...
Assistam às imagens em:
http://www.youtube.com/watch?v=d5k1Z71CX-o
sábado, 12 de dezembro de 2009
Assim é Nossa Câmara de Veradores
A Câmara do Rio anda mesmo muito carregada. Oposição briga com situação; situação briga com situação... Durante a segunda votação da contribuição para iluminação pública, a vereadora Rosa Fernandes (DEM) saiu do plenário. Indignado, seu colega Jorge Pereira (PTdoB) disse que não ia votar a favor da nova taxa, já que, segundo ele, ninguém recebe mais ajuda da prefeitura do que Rosa. E se Rosa não ia votar, ele não se sentia na obrigação... E votou contra.
A votação já havia acabado. Os vereadores já estavam declarando o voto, quando Rosa, para lá de atrasada, voltou ao plenário. Entrou ventando. Geniosa, bateu boca com Pereira. Teve até xingamento. Aí, Rosa pediu ao presidente Jorge Felippe que compultasse o seu voto a favor da nova taxa. E Jorge Pereira foi atrás. Alegou que tinha esbarrado o dedo na tecla errada e pediu que corrigisse o voto. O pedido foi atendido. E o placar que era de 32 a 13 passou a 34 a 12 a favor da iluminação.
O mais intrigante é que o Diário da Câmara de ontem, publicação que, teoricamente, retrata literalmente tudo o que ocorre no plenário, ignorou o primeiro placar, mudando inclusive as palavras do nobre presidente Jorge Felippe. Ficou o dito pelo não dito.
Se a moda pega, as moças taquígrafas poderão, daqui para frente, escrever o que bem entenderem nas páginas do Diário Oficial.
A votação já havia acabado. Os vereadores já estavam declarando o voto, quando Rosa, para lá de atrasada, voltou ao plenário. Entrou ventando. Geniosa, bateu boca com Pereira. Teve até xingamento. Aí, Rosa pediu ao presidente Jorge Felippe que compultasse o seu voto a favor da nova taxa. E Jorge Pereira foi atrás. Alegou que tinha esbarrado o dedo na tecla errada e pediu que corrigisse o voto. O pedido foi atendido. E o placar que era de 32 a 13 passou a 34 a 12 a favor da iluminação.
O mais intrigante é que o Diário da Câmara de ontem, publicação que, teoricamente, retrata literalmente tudo o que ocorre no plenário, ignorou o primeiro placar, mudando inclusive as palavras do nobre presidente Jorge Felippe. Ficou o dito pelo não dito.
Se a moda pega, as moças taquígrafas poderão, daqui para frente, escrever o que bem entenderem nas páginas do Diário Oficial.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Assim Disse o Presidente...
São Luís - MARANHÃO - "Eu não quero saber se o João Castelo é do PSDB. Se o outro é do PFL. Eu não quero saber se é do PT. Eu quero é saber se o povo está na merda e eu quero tirar o povo da merda em que ele se encontra. Esse é o dado concreto - disse o presidente, que em seguida reconheceu que será criticado por ter dito o palavrão".
Como diria Herbert Vianna (não sei se hoje, arrependido ou não) , vocalista da banda musical Paralamas do Sucesso: "Luís Inãcio falou, Luís Inácio avisou..."
Como diria Herbert Vianna (não sei se hoje, arrependido ou não) , vocalista da banda musical Paralamas do Sucesso: "Luís Inãcio falou, Luís Inácio avisou..."
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Um Bom Começo...
Então senhores... Quem pensou, ou algum dia imaginou que não pudesse ver isso ocorrer, ledo engano... Aconteceu e está acontecendo, lá com os nossos irmãos dos Pampas - RS.Se tomarmos, como exemplo, esta ação popular, que está sendo movimentada por lá, talvez consigamos rebater toda essa balbúrdia, a que assistimos, todos os dias, nos jornais.
DOIS ADVOGADOS GAÚCHOS CONTRA DOIS SENADORES E 3.883 SERVIDORES DO SENADO FEDERAL (07.04.09)Os advogados gaúchos Irani Mariani e Marco Pollo Giordani ajuizaram, na Justiça Federal, uma ação que pretende discutir as horas extras pagas e não trabalhadas, no Senado, e outras irregularidades que estão sendo cometidas naquela Casa.A ação tramita na 5a. Vara da Justiça Federal de Porto Alegre e tem como réus a União, os senadores Garibaldi Alves e Efraim Morais e "todos os 3.883 funcionários do Senado Federal, cuja nominata, para serem citados, posteriormente, deverá ser fornecida pelo atual presidente do Senado Federal, senador José Sarney".
O ponto nuclear da ação é que durante o recesso de janeiro deste ano, em que nenhum senador esteve em Brasília, 3,8 mil servidores do Senado, sem exceção, receberam, juntos, R$ 6,2 milhões em horas extras não trabalhadas - segundo a petição inicial..Os senadores Garibaldi e Efraim são, respectivamente, o ex-presidente e o ex-secretário da Mesa do Senado. Foram eles que autorizaram o pagamento das horas extras por serviços não prest ados.A ação popular também busca "a revisão mensal do valor que cada senador está custando: R$ 16.500,00 (13º, 14º e 15º salários); mais R$ 15.000,00 (verba de gabinete isenta de impostos); mais R$ 3.800,00 de auxílio moradia; mais R$ 8.500,00 de cotas para materiais gráficos; mais R$ 500,00 para telefonia fixa residencial, mais onze assessores parlamentares (ASPONES) com salários a partir de R$ 6.800,00; mais 25 litros/DIA de combustível, com carro e motorista; mais cota de cinco a sete passagens aéreas, ida e volta, para visitar a 'base eleitoral'; mais restituição integral de despesas médicas para si e todos os seus dependentes, sem limite de valor; mais cota de R$ 25.000,00 ao ano para tratamentos odontológicos e psicológicos" .Esse conjunto de gastos está - segundo os advogados Mariani e Giordani - "impondo ao erário uma despesa anual em todo o Senado, de: - R$ 406.400.000, 00; ou - R$ 5.017.280,00 para cada senador. Tais abusos acarretam uma despesa paga pelo suado dinheiro do contribuinte em média de:- R$ 418.000,00 por mês, como custo de cada senador da República".
Mariani disse ao 'Espaço Vital' que, "como a ação popular também tem motivação pedagógica, estamos trabalhando na divulgação do inteiro teor da petição inicial, para que a população saiba que existem meios legais para se combater a corrupção". Cópia da peça está sendo disponibilizada por este blog. A causa será conduzida pela juíza Vânia Hack de Almeida. (Proc. nº 2009.71.00.009197- 9)
AÇÃO POPULAR Nº 2009.71.00.009197- 9 (RS)
Data de autuação: 31/03/2009
Juiz: Vania Hack de AlmeidaÓrgão Julgador: JUÍZO FED. DA 05A VF DE PORTO ALEGRE
Órgão Atual: 05a VF DE PORTO ALEGRE
Localizador: GAB03B
Situação: MOVIMENTO-AGUARDA DESPACHO
Valor da causa: R$6.200.000, 00
Assuntos:1. Adicional de horas extras 2. Horas Extras
AUTOR: IRANI MARIANI
Advogado: IRANI MARIANI
AUTOR: MARCO POLLO GIORDANI
Advogado: IRANI MARIANI
RÉUS: 1 - UNIÃO - ADVOCACIA GERAL DA UNIÃO
2 - GARIBALDI ALVES FILHO
3 - EFRAIM DE ARAUJO MORAIS
4 - FUNCIONARIOS DO SENADO FEDERAL
DOIS ADVOGADOS GAÚCHOS CONTRA DOIS SENADORES E 3.883 SERVIDORES DO SENADO FEDERAL (07.04.09)Os advogados gaúchos Irani Mariani e Marco Pollo Giordani ajuizaram, na Justiça Federal, uma ação que pretende discutir as horas extras pagas e não trabalhadas, no Senado, e outras irregularidades que estão sendo cometidas naquela Casa.A ação tramita na 5a. Vara da Justiça Federal de Porto Alegre e tem como réus a União, os senadores Garibaldi Alves e Efraim Morais e "todos os 3.883 funcionários do Senado Federal, cuja nominata, para serem citados, posteriormente, deverá ser fornecida pelo atual presidente do Senado Federal, senador José Sarney".
O ponto nuclear da ação é que durante o recesso de janeiro deste ano, em que nenhum senador esteve em Brasília, 3,8 mil servidores do Senado, sem exceção, receberam, juntos, R$ 6,2 milhões em horas extras não trabalhadas - segundo a petição inicial..Os senadores Garibaldi e Efraim são, respectivamente, o ex-presidente e o ex-secretário da Mesa do Senado. Foram eles que autorizaram o pagamento das horas extras por serviços não prest ados.A ação popular também busca "a revisão mensal do valor que cada senador está custando: R$ 16.500,00 (13º, 14º e 15º salários); mais R$ 15.000,00 (verba de gabinete isenta de impostos); mais R$ 3.800,00 de auxílio moradia; mais R$ 8.500,00 de cotas para materiais gráficos; mais R$ 500,00 para telefonia fixa residencial, mais onze assessores parlamentares (ASPONES) com salários a partir de R$ 6.800,00; mais 25 litros/DIA de combustível, com carro e motorista; mais cota de cinco a sete passagens aéreas, ida e volta, para visitar a 'base eleitoral'; mais restituição integral de despesas médicas para si e todos os seus dependentes, sem limite de valor; mais cota de R$ 25.000,00 ao ano para tratamentos odontológicos e psicológicos" .Esse conjunto de gastos está - segundo os advogados Mariani e Giordani - "impondo ao erário uma despesa anual em todo o Senado, de: - R$ 406.400.000, 00; ou - R$ 5.017.280,00 para cada senador. Tais abusos acarretam uma despesa paga pelo suado dinheiro do contribuinte em média de:- R$ 418.000,00 por mês, como custo de cada senador da República".
Mariani disse ao 'Espaço Vital' que, "como a ação popular também tem motivação pedagógica, estamos trabalhando na divulgação do inteiro teor da petição inicial, para que a população saiba que existem meios legais para se combater a corrupção". Cópia da peça está sendo disponibilizada por este blog. A causa será conduzida pela juíza Vânia Hack de Almeida. (Proc. nº 2009.71.00.009197- 9)
AÇÃO POPULAR Nº 2009.71.00.009197- 9 (RS)
Data de autuação: 31/03/2009
Juiz: Vania Hack de AlmeidaÓrgão Julgador: JUÍZO FED. DA 05A VF DE PORTO ALEGRE
Órgão Atual: 05a VF DE PORTO ALEGRE
Localizador: GAB03B
Situação: MOVIMENTO-AGUARDA DESPACHO
Valor da causa: R$6.200.000, 00
Assuntos:1. Adicional de horas extras 2. Horas Extras
AUTOR: IRANI MARIANI
Advogado: IRANI MARIANI
AUTOR: MARCO POLLO GIORDANI
Advogado: IRANI MARIANI
RÉUS: 1 - UNIÃO - ADVOCACIA GERAL DA UNIÃO
2 - GARIBALDI ALVES FILHO
3 - EFRAIM DE ARAUJO MORAIS
4 - FUNCIONARIOS DO SENADO FEDERAL
domingo, 6 de dezembro de 2009
sábado, 5 de dezembro de 2009
A Nação e Os Oito Mil !!!
Oito mil ingressos para o jogo Flamengo e Grêmio que poderiam estar nas mãos de rubro negros foram apreendidos neste sábado após operação da Polícia Civil para coibir a ação de cambistas. O esquema desarticulado envolvia a empresa responsável por confeccionar as entradas para 90% dos jogos no País. Segundo as investigações, a quadrilha faturaria R$ 4,5 milhões com a partida que decidirá o Campeonato Brasileiro amanhã.
Dessa vez a corrupção, muito mais que a desorganização, foi a responsável pela confusão na fila do Marcanã (na última quarta-feira). Claro que não teriam ingressos para todos, mas os problemas teriam sido bem menores. Ou seja: seria menos uma tragédia anunciada.
Dessa vez a corrupção, muito mais que a desorganização, foi a responsável pela confusão na fila do Marcanã (na última quarta-feira). Claro que não teriam ingressos para todos, mas os problemas teriam sido bem menores. Ou seja: seria menos uma tragédia anunciada.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Quanto Vai Nos Custar Isso?
Cabral contrata ex-prefeito de NY
Rudolph Giuliani vai ajudar a traçar estratégias para a segurança do Rio nos próximos anos. Ele foi o criador da política de segurança da cidade de Nova Iorque, que ficou conhecida como "Tolerância Zero".
O tipo de tolerância que deveríamos ter com muitos políticos...
Rudolph Giuliani vai ajudar a traçar estratégias para a segurança do Rio nos próximos anos. Ele foi o criador da política de segurança da cidade de Nova Iorque, que ficou conhecida como "Tolerância Zero".
O tipo de tolerância que deveríamos ter com muitos políticos...
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Tão Rápido...Tão Devagar
Pelo menos um milhão de brasileiros detentores de precatórios, sendo cerca de 40 mil que vivem no Distrito Federal, podem ser afetados, caso o Senado ratifique o texto original da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 351/09, que altera as regras de pagamento dos papéis, que determinam ao Estado a quitação de dívidas, depois de decisão judicial.
Detalhe: esta PEc está adiantadíssima, enquanto as PEC 300/08 e 41/08 (que aumenta o piso de policiais e bombeiros) seguem, arrastando-se.
Detalhe: esta PEc está adiantadíssima, enquanto as PEC 300/08 e 41/08 (que aumenta o piso de policiais e bombeiros) seguem, arrastando-se.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Brincando de "Lego"
Notem:
No Governo Cabral, de 2007 a 2009 (portanto, três anos de governo), foram criadas:
- Cinco (5) Unidades de Polícia Pacificadora (UPP);
- Vinte e duas (22) Unidades de Pronto Atendimento (UPA).
Até outubro de 2010; portanto, serão dez meses de prazo (onde as coisas só acontecem em prol da eleição), tal Governo quer implantar:
- Mais 12 (doze) UPP;
- Mais 23 (vinte e três) UPA.
Parece que estão, rapidamente, "pegando o jeito". É como brincar de "Lego".
No Governo Cabral, de 2007 a 2009 (portanto, três anos de governo), foram criadas:
- Cinco (5) Unidades de Polícia Pacificadora (UPP);
- Vinte e duas (22) Unidades de Pronto Atendimento (UPA).
Até outubro de 2010; portanto, serão dez meses de prazo (onde as coisas só acontecem em prol da eleição), tal Governo quer implantar:
- Mais 12 (doze) UPP;
- Mais 23 (vinte e três) UPA.
Parece que estão, rapidamente, "pegando o jeito". É como brincar de "Lego".
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