terça-feira, 22 de novembro de 2011

Justiça decreta afastamento de conselheiro do Tribunal de Contas de São Paulo



Em decisão inédita, a juíza Marcia Helena Bosch, da 1.ª Vara da Fazenda Pública da Capital, decretou nesta terça-feira, 22, o afastamento do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Eduardo Bittencourt Carvalho, e o congelamento de seus bens. É a primeira vez que um conselheiro é afastado por indícios de irregularidades.
Segundo denúncia da Procuradoria-Geral de Justiça em São Paulo – que requereu seu afastamento do cargo por suspeita de enriquecimento ilícito, improbidade e lavagem de dinheiro -, o conselheiro teria amealhado patrimônio de R$ 50 milhões ao longo de sua carreira na corte de contas. A investigação revelou que Bittencourt, com vencimentos mensais de R$ 30 mil, teria acumulado a soma entre 1995 e 2009. O Ministério Público sustenta que uma conta em um banco norte-americano acolhe os recursos.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Rocinha, por Gabeira

No livro de Franz Kafka, O Castelo, um agrimensor contratado busca o lugar onde deve cumprir sua missão. Encontra inúmeras dificuldades, emaranhados burocráticos, e cada vez se sente mais distante.

Durante muito tempo, o desejo de libertação da Rocinha parecia em curso, mas sempre esbarrava em inúmeras obstáculos. E, no entanto, como foi visto hoje, a porta estava aberta.
Alguns artigos de jornal perguntam como foi possível que Nem tenha dominada a Rocinha por tanto tempo. E respondem com dados respeitáveis: a corrupção policial, criada em torno do negócio milionário.
Mas, e a corrupção policial, por que teve um prolongado êxito? Havia também uma teia de relações políticas em torno da Associação de Moradores, aliada de Nem.
A expressão eleitoral desse processo foi Claudinho da Academia, eleito vereador na Rocinha, num processo cheio de compra de votos e ameaças aos eleitores.
O que permitiu longa vida ao esquema montado por Nem foram complexas e delicadas relações. Se a Rocinha era ocupado por quase 200 homens armados, por que foram realizadas lá as obras do PAC? Não seria mais racional pacificar primeiro?
É preciso deixar baixar a poeira, para compreender melhor essa história. No momento, a ocupação é um motivo de celebração, muitas vezes ampliado pelas suas características cinematógraficas.
Como foi exatamente a prisão de Nem? A PF se antecipou para ouvi-lo e, imagino, também para conhecer sua verdadeira base de apoio entre os policiais cariocas.
Havia negociações entre ele a polícia do Rio para se entregar? Houve tentativa de suborno? A versão divulgada pelo governo nos enche de esperança. Um milhão de reais foram recusados por PMs que ganham modestos salários.
Seria interessante também conhecer esse processo de tentativa de suborno? Os implicados estão presos?
É preciso de um certo tempo para compreender o que se passou na prisão e ao longo de todo o reinado de Nem na Rocinha.
Tinha quase certeza de que a invasão de hoje não encontraria nenhuma resistência. Mas o governo procurou um caminho mais espetacular, certamente, visando, além do público interno, a imprensa estrangeira já interessada na Copa do Mundo e Olímpiadas.
Até na Lagoa, onde nada acontecia, exceto as habituais quedas de skate e distensões musculares, acudiram três cavaleiros da PM para nos mostrar que o governo não só estava no comando da cidade, como nos protegia.
Sobre a ação dessa patrulha, que acompanhei, longe dos tanques, posso dizer apenas que não há nada a relatar, exceto alguns acidentes fisiólogicos. Mas o governo, vocês sabem, não pode administrar também a incontinência equina.
A Rocinha é um lugar com grande atividade empresarial e criativa. Ali se formaram grandes fortunas com o trabalho e boas idéias.
Seu potencial econômico, com a valorização imobiliária, vai aumentar. É muito cedo para prever o futuro. Ele tem toda a chance de ser melhor.
Voltaremos, quando o clima de guerra passar.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Esse é o Baixinho!!!


(Globo online, 04) Acredito que até janeiro, estarei bem preparado - disse Romário, esclarecendo que ainda não teve oportunidade de conversar com o partido sobre sua mudança de ideia.   O ex-jogador declarou que não brigará com o PSB caso o partido decida rejeitar sua candidatura para integrar a aliança com do PMDB. Em compensação, também não vai apoiar Paes: - No Rio de Janeiro, começou a acontecer umas coisas com as quais eu não concordo. Nós fizemos um fórum no estado para discutir a Copa do Mundo e todos os prefeitos compareceram. O Paes não foi e o governador Sérgio Cabral também não. Deixa eles para lá, e eu para cá - disse o Baixinho, alegando que os dois pareciam "estar desdenhando" da iniciativa da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara, que acontecerá em todas as cidades-sede da Copa de 2014. Eu sou independente do partido. Eu vou apoiar quem eu achar que devo apoiar - encerrou Romário.