Prezados:
Caso Concreto: Quando agendada uma passeata combinada na cinelândia (por exemplo) há, infelizmente, a ausência de grande parte da tropa (a maioria do quadro de saúde).
Não se pode mais ter o seguinte pensamento: "nem preciso participar: já tem gente suficiente".
Não. Não tem essa gente toda. Os servidores estaduais, como um todo, carecem de uma mobilização com a cautela de não ser "capturada" pela força política do Estado.
O caso do Rio de Janeiro é peculiar. Há anos, este Estado carece de gestores compromissados com a a Administração Pública; mormente, com a gestão de Recurso Humanos dos militares.
Há uma tradicional e perniciosa bagunça em nossos andares castrenses e nas secretarias de momento.
Tudo, ao sabor dos ventos de uma popularidade pagã e sem a menor ou simples preocupação de escutar (daqueles que trabalham "na ponta") quais seriam os modos mais eficientes a serem praticados numa organização.
Tão avassalador, tão de cima para baixo. Tão estúpido e obediente ao hipócrita "chefinho chorão", ciente de comandar (por ora) o 2º estado mais arrecadador de tributos do país!!!
Só para corar, de raiva, o rosto de fuligem: Existem estudos na FGV que (conforme a informação acima) subsidiam, senão fortalecem, uma política remuneratória condizente.
Ah! mas o CBMERJ é pau para toda obra!
Afinal: bombeiro-militar não ganha hora-extra!!! Assim é mole: atira-se na testa da CLT...
Um grito fardado no pé de nosso ouvido e...pronto! Garantimos (ao custo de uma considerável pontuação na pressão arterial) o cumprimento de uma missão imposssível aos "incautos civis" e, em tempo digno de obter o índice para as Olimpíadas do Rio de 2016...
Indo além: é patente a ingerência política maléfica em qualquer ação de governo, por aqui. Um patrimonialismo, uma confusão de bens públicos com privados, de dar inveja a qualquer rei absolutista.
Parece ser impossível blindar o Rio de Janeiro desse expediente.
E insisto: É flagrante o caso do Corpo de Bombeiros.
Em meus humildes estudos em Gestão Governamental e Políticas Públicas, nunca vi tanta descaracterização de uma Força Armada (Auxiliar).
Contudo, não consigo assimilar. E questiono:
Como é possível um pequeno grupo de mandatários de poder, sejam eleitos ou hierarquicamente superiores, calarem as vozes de cerca de 40.000 militares?
O que faz alimentarmos tanta resignação ante o poder executório que temos?
Sem nossa atuação eles nada podem se vangloriar.
Imaginem a seguinte ação: dois minutos sem NENHUM bombeiro-miltar?
Qual seria a estatística de vidas ou bens lesados neste pseudo-motim cronológico?
Exequível, apesar de ser fruto de pensamentos revoltosos. Suculento, apesar de não-recomendável. Tudo que é imoral, engorda.
Entretanto, devemos nos lembrar que vivemos numa democracia. Tudo bem que é uma democracia com cara de ladainha. Mas...vá lá: democracia.
Então, mister negociarmos soluções com nossos representantes.
Há fôlego?
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