No geral, o debate foi mais para "lavar a roupa suja" (acabou ficando mais suja ainda) que para aprofundar a programação governamental.
Vamos resumir a atuação de cada candidato, utilizando-se de merecidas alcunhas:
O Ensaboado (Sérgio Cabral- PMDB) - No início, descontrolou-se quando Fernando Peregrino citou a advocacia da esposa do pemedebista, sobretudo no metrô. DEste modo, o atual governador não respondeu, em momento algum, a esta e as outras questões polêmicas levantadas pelos adversários (médicos "vagabundos", da esposa advogada, do trem fantasma e do rapaz "otário" e "sacana"). Buscou usar a estratégia de discutir (tentar discutir) as políticas públicas.
O Sonhador Engole-Em-Seco (Jefferson Moura - PSOL) - Parece que Band não ofereceu água aos debatedores. Ficou engolindo em seco por toda a transmissão. Inicialmente nervoso, o candidato ainda caiu numa "pegadinha": a produção trocou a câmera sem avisâ-lo. Posterior e finalmente, ficou mais calmo e fez as pazes com a câmera 3. O jovem político enalteceu-se mais como nova alternativa (nova) de governo que, necessariamente, operacionalizar as possíveis ações futuras (parecia o Plínio Arruda, em debate anterior). Exagerou nos ataques a Gabeira. Deveria, sim, buscar polarizar-se com Cabral. Perdeu a oportunidade. Sua fala só melhorou nas considerações.
O Professor Pardal (Fernando Peregrino - PR) - Surpreendeu. Em tom professoral e muito à vontade em frente às câmeras Peregrino foi sereno, atacou oportunamente o candidato da situação e ainda pegava carona em suas tréplicas advindas de Moura e Gabeira. Aproveitava-se das críticas a todo instante para embutir suas propostas (muitas delas, a serem "resgatadas" da famíla Garotinhno) e ressaltar a traição de Cabral. Este ressaltar surgia quando o governante do RJ repudiava o casal Garotinho. Peregrino replicava que Cabral "cuspiu no prato que comeu".
O Paizão (Fernando Gabeira - PV) - Sua costumeira tranquilidade foi abalada logo no início do programa. Parecia que estava competindo com Cabral quem tinha o maior nº de Direitos de Resposta. Inclusive teve duas oportunidades de pedi-los: quando Cabral disse: "Graças a Deus, o Eduardo Paes venceu (as eleições para Prefeito)" e "Gabeira, você estava lá (tragédia em Angra) só para fazer turismo!". Recebia constantes ataques de Cabral e Moura, quanto as suas alianças (PSDB e DEM). Gabeira, então, soube explicar a separação dos institutos: apoio de campanha de participação em governo. Mas, no geral, sua atuação foi como um Paizão de três filhos. O primeiro, bem comportado (Peregrino) com quem foi cordial e trocaram "passes" em suas réplicas e tréplicas. O segundo (Moura), precisando tomar um "puxão-de-orelhas" e um "acorda-para-a-vida". E por fim Cabral que, pela vontade do candidato verde, seria mandado para o clássico colégio interno da Suíça (ou melhor seria de Paris?)...
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