quarta-feira, 30 de junho de 2010

Para Refletir

Apesar dos acontecimentos bombásticos das últimas horas (indicação do deputado federal Índio da Costa para ser vice de Serra e desistência de Garotinho à disputa do governo do estado do RJ - embora o mesmo jurasse de pés juntos que seria candidato), vou me esforçar para fazer uma análise com o objetivo de desvendar o que está por trás do já denominado "Pacote de Bondades" do Governo Cabral.
Nada melhor que voltar no tempo:
1) Houve uma reunião com a cúpula da Polícia Civil (que sequer convidou a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros), onde decidiu-se pelo pomposo aumento de 70% pagos em 24 meses. Por que eles? Advinhem quem tem poder investigativo, podendo deflagrar operações que resultem em inquérito policial culminando em "manchas" eleitorais? No frigir dos ovos, aumento de 87,34%.
2) Mas, as cúpulas militares não gostaram nada-nada da história e abriram o berreiro com a ameaça de abandonarem a nau (aliás, desta vez tal cúpula foi oportunamente corajosa) e os carros-chefes da campanha 2010 (UPAs e UPPs). Espremeram o chefe, em seu "calcanhar-de-aquiles" e...pronto: aumento total de 70,32% em 48 vezes.
3) E por que não, por exemplo, aumento igual para estas categorias em 36 vezes (nem a gregos e nem a torianos)? Daí, vê-se que os militares são importantes...mas nem tanto.
4) Foi dito que "o governo fez um esforço muito grande" para esse reajuste, tendo que "sacrificar emendas parlamentares (uma graninha disponível aos deputados estaduais para investimentos em suas bases eleitorais). Ué????? Se havia o tão comemorado estoque de 10 bilhões em caixa e se as emendas são anuais, por que não foi dado aumento antes?
Mais estranho ainda:
E OS ROYALTIES DO PETRÓLEO? Afinal, não se disse quem sem eles (royalties) nenhum aumento seria possível?
Só mesmo um árbitro da Fifa para explicar...

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