quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

De onde vieram os jogadores?


31/12/2008, Jornal O DIA
Blazer e camisa, iguais ao chefe
Rio - No anúncio dos seis subprefeitos que vão ajudar Eduardo Paes a governar o município, a apresentação foi digna a de um time de futebol. Todos os futuros assessores estavam vestidos com o mesmo uniforme do chefe: blazer azul escuro sobre uma camisa social azul clara, sem gravata. “É o padrão Eduardo Paes de ser”, disse o futuro prefeito, jurando que o ‘uniforme’ não havia sido previamente combinado. Tiago Mohamed Monteiro (Barra e Jacarepaguá), Marcus Vinícius Lima da Silva (Centro), Bruno Ramos (Zona Sul), Edimar Teixeira (Zona Oeste), Luiz Gustavo Martins Trotta (Grande Tijuca) e André Luiz dos Santos (Zona Norte) assumem as seis subprefeituras, que antes somavam 18, com status de secretários e objetivos claros: aproximar-se da população e deixar de lado qualquer pretensão política-eleitoral. “É acordar muito cedo, dormir muito tarde e ficar muito tempo na rua”, afirmou o futuro prefeito.
Meus caros:
Creio que todos os carocas gostaríamos de saber as origens de nossos futuros subprefeitos. Desde os tempos coloniais, persiste o patrimonialismo na Administração Pública: são padrinhos e seus afilhados (o próprio prefeito eleito é "cria" de César Maia) que ocupam cargos comissionados como recompensa ao índice de recolhimento de votos em suas cercanias.
Dúvidas: teria Eduardo Paes reduzido de 18 para 6 o número de subprefeituras por austeridade nas contas ou para não ter nenhum "peixinho" na sua cola?
E as "indicações técnicas" que eram promessas de campanha, cadê? São poucos os secretários que apresentam perfil similar à sua pasta. Enquanto isso, servidores de carreira com alta capacidade técnica só "carregam o piano".
Eu torço para que este governo funcione, mas já estou ficando preocupado.
Ainda mais, sabendo que esse time tem cara de segunda divisão (lembrem-se que o capitão é vascaíno).

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